A menina do telefone
Ela trajava um lenço escuro, enrolado na cabeça, suas mãos eram normais, aparentemente como as de uma pessoa qualquer, porém, seus dentes não eram uniformes e sua expressão facial logo te levaria a pensar como uma criança pode ter um rosto assim tão deformado, o deformado a qual faço alusão não é simplesmente um rosto feio e sim a expressão sofrida que ela carregava.
Talvez seja a expressão da angústia, depressão, ou até mesmo da loucura, algo inexplicável que algumas horas de observação não seriam capaz de dar o aval da situação daquela pessoa que acompanhada pelos seus afins, assim, representava ainda mais o que descrevo como loucura.
O diálogo por ela iniciado, era mágico, pois representava justamente, os valores de uma sociedade deturpada moralmente e sob influência de um capitalismo, e imperialismo imensurável, isto é uma grande amostra de quão difícil e delicado é o pensar, e ser o observador de uma realidade distante que não é vista por todos, e somente por algumas pessoas. O que me deixa frustado e lhe contar que tudo isto não passava de uma história imaginária e que ela fingia falar ao telefone com uma pessoa o tempo todo.
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