Luta pela liberdade

Luta pela liberdade

terça-feira, 4 de março de 2014

Movimentos políticos, Educação, Direito e Cidadania.

Frente aos movimentos de reivindicações por melhorias em todo o País, o que vimos nas ruas no ano passado foi um pedido de mais cidadania, democratização, o cidadão brasileiro pedindo voz frente ao poder público e logicamente mostrando toda a sua insatisfação pela forma como está sendo feita a política. Em uma análise, em que a premissa que pode ser votada como a melhor opção para um desenvolvimento futuro, arrisco dizer que a educação pode ser uma grande chave, porém, a batalha por melhorias não se encontra somente no eixo educação. A escola não é somente um ambiente para disseminação de novos conhecimentos e aprendizado, mas, também um local de criação de velhos estigmas, ideologias e sobre tudo o poder de controle do Estado sobre a informação, algo que temos que refletir. Assim, subentende-se que a escola é um ambiente de socialização e que deste local podem sair cidadãos ou pessoas estigmatizadas, isto devido a questões antropológicas não muito coerentes com aquilo que é proposto pela moral, bons costumes, trato social, e práticas reiteradas de comportamento social. É justamente, neste ponto que devemos começar a questionar o papel do professor e do Estado na educação dos futuros cidadãos, a escola não pode ser um local onde só é permitido o que não é proibido. As cicatrizes do autoritarismo ainda persiste em nossas almas e esta lembrança de um passado não muito distante não pode afetar a democracia que está tentando se consolidar em nosso Brasil, a questão aqui é perguntarmos a nós mesmo se a manutenção de governantes no poder é algo sadio ou algo que pode atrapalhar um fluxo que pede novas medidas, ações, uma nova política, um avanço nas liberdades individuais e sobre tudo uma confirmação de direitos individuais, mas, novamente devemos parar e fazer uma outra reflexão. As liberdades não podem ser entendidas como libertinagem e propósito para ser feito aquilo que se bem deseja, o caminho para este entendimento reflete uma revolução na educação tanto por parte do Estado quanto por parte dos docentes, a democracia e a cidadania devem ser ensinadas nas escolas como forma de confirmação de novos cidadãos, assim vários problemas que hoje enfrentamos já poderiam estar resolvidos com simples ações. O próximo passo para um novo Brasil está diretamente ligado a educação não como forma de controle social por parte do Estado, mas, sim como forma de integração e igualdade para todos na questão ensino, precisamos de uma sociedade com menos burocratização de tramites legais e investimento maciço e responsável na educação para que assim possamos dentro de alguns anos atingir uma sociedade um pouco melhor e mais pensante.

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